segunda-feira, 13 de maio de 2013

Nobuta Wo Produce

E voltamos com as resenhas dos doramas japoneses. Depois de todos os doramas fofinhos e românticos (de uma certa forma) que eu já assisti, esse é o melhor até agora. É o primeiro dorama que assisti que não tinha como foco o romance entre o mocinho e a mocinha, mas fala sobre a amizade entre as pessoas. Esse é aquela série que faz você pensar em quantos amigos verdadeiros você tem, e o quanto os ama e nunca os deixará, não importa a situação.


A história começa com a chegada de Kotani Nobuko à escola de Kiritani Shuji, um garoto popular que é amigo de todos, exceto de Kusano Akira, por ele ser um pouco diferente. Kotani é uma garota sem autoestima que sofre bullying desde o primeiro dia de aula, mas por ser tão baixo astral não faz nada para resolver seus problemas.


O único que se aproxima de Kotani é Akira, que sendo também um garoto excluído, tenta protegê-la das maldades dos outros alunos. Shuji também não se sente bem com tais maldades, mas sendo o garoto popular, estando com a garota mais cobiçada, ele quer manter as aparências. Apesar disso, decide que irá ajudar Kotani a se tornar uma garota popular e, com a ajuda de Akira, eles iniciam a "Produção de Nobuta (um codinome carinhoso que os dois criaram para ela)", porém com uma condição: ninguém pode saber que estão trabalhando juntos nisso.


A partir daí surge uma linda história que fala principalmente da amizade verdadeira. Os três passam por situações que fazem com que se aproximem cada vez mais e criem laços fraternais. É uma história muito bonita com uma lição de moral muito forte e profunda. Esse é um dos doramas que PRECISAM assistir, vale muito a pena, principalmente para aqueles que acham que as aparências são tudo.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Somos Tão Jovens - Resenha

Dia 3 de maio, enfim a estréia de "Somos Tão Jovens". Na companhia da Charlie do Chocolat à la Menthe e mais uma amiga nossa, lá fui eu assistir a este maravilhoso filme que mostra a juventude do nosso querido Renato Russo.

Se vai assistir ao filme, não espere que este conte o período do fim da vida do cantor, porque não conta. Como já falei, "Somos Tão Jovens" ressalta apenas o início de tudo, o que acontece
antes da Legião Urbana bombar.

Mas independente disto, valeu a pena. No início do filme, quando começou a tocar uma música da Legião, foi arrepiante (se não me engano era Tempo Perdido, não me recordo bem agora).  Admito que sabia muito pouco sobre a história do Renato ou da Legião, mesmo que tenha passado toda minha vida escutando suas músicas por causa dos meus pais.
"Somos Tão Jovens" (aviso: spoilers!) começa com Renato enfrentando uma doença séria, e por isto é obrigado a passar grande parte do seu tempo dentro de casa, fazendo com que este se aproxime da música e de muitos livros. Não é à toa que o cara era culto daquele jeito, né?
O filme mostra também as diversas fases da vida de Manfredini: a época em que era professor de Inglês, o contato com o movimento punk (me surpreendi quando vi seu amor pelo Sex Pistols), a descoberta da sua sexualidade e, é claro, o surgimento do "Aborto Elétrico". A banda acaba após os desentendimentos do Renato com o baterista Fê Lemos(atual baterista do Capital Inicial). Depois daí, Renato começa a tocar sozinho, se tornando o "Trovador Solitário", como se auto-intitulava. Foi vaiado e rejeitado pelas canções mais calmas, mas logo retomou o sonho de criar uma banda com a ajuda de Bonfá e Dado, criando então (momento arrepio), a Legião Urbana. E olha só até onde esses caras foram... (fim dos spoilers xD)
"Somos tão Jovens" evidencia um dos momentos mais épicos da história da música nacional, no período que teve o surgimento de bandas como Plebe Rude, Os Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, além, obviamente, da banda principal do filme.


Vi algumas críticas que iam contra a colocação de músicas de Renato em diálogos, afirmando que isto deixava a atuação muito "artificial", mas discordo. Achei legal em uma cena que está o Renato e a amiga Ana em uma festa e eles dizem "festa estranha, com gente esquisita". Logo olhei para minha amiga e fizemos a relação com "Eduardo e Mônica" xD
E outra, a atuação do Thiago Mendonça não deixou a desejar. O cara caprichou mesmo!

Garanto que você, fã ou não, irá se emocionar, querer cantar junto e tudo mais. É simplesmente demais. 

Trailer:




sábado, 4 de maio de 2013

Step Up - A Arte da Dança

Esse post é um pouco diferente daqueles que eu estava fazendo, então, nada de seriados asiáticos desta vez! Até por que eu acho que vocês já queriam me bater, mas ok. O tema desse post é algo que eu amo de paixão: dança. Lógico que eu gosto de vários tipos de dança, e logo mais trarei um pouco sobre elas para vocês, mas agora vamos falar especificamente dos estilos que aparecem nos filmes do Step Up.


No geral, os filmes do Step Up tem a mesma história: a dança mudando a vida das pessoas para melhor. No primeiro filme (Step Up) conta a história de Nora, uma bailarina clássica que fará uma apresentação de dana original para conseguir ingressar em uma compania profissional, e Tyler, um garoto do subúrbio que adora hip hop e que está cumprindo trabalho comunitário na escola de Nora por destruir o teatro do mesmo. Os dois se envolvem no desenrolar da história e o mais interessante do filme é a mistura do balé clássico com o street dance. Na minha opinião um dos melhores filmes, e a melhor cena é a da dança final.


O segundo filme (Step Up 2: The Streets) tem praticamente o mesmo cenário do primeiro, mas com uma mudança de personagens. Andie é uma garota rebelde que vive no mesmo bairro onde vivia Tyler (Step Up 1), e o mesmo consegue uma audição na mesma escola de artes do primeiro filme, para que ela não precise se mudar. Por ter entrado nessa nova escola, seus amigos do bairro a expulsam do grupo de dança que tinham. Na escola nova, ela conhece Chase, que a inspira em criar um grupo só dela com os alunos da escola que são desprezados, mas que tem habilidades de dança incríveis. Com esse novo grupo eles entram no The Streets, uma competição de dança de rua. O que eu mais gosto desse filme é a introdução no elenco do Moose, e a melhor cena também é a dança final.


O terceiro filme (Step Up 3D) já muda totalmente o cenário, apesar de trazer alguns personagens de volta, como Moose (na verdade, ele é um dos protagonistas) e Camille (a irmã de Tyler, lá do primeiro filme), além de alguns outros dançarinos da MSA (segundo filme). Moose sai do universo da dança e vai junto com Camille para a faculdade. Porém, antes mesmo do tour pelo novo colégio ele se depara com a dança novamente. Perseguindo um cara com os tênis mais legais que ele já viu, Moose vai parar em uma praça onde entre em uma disputa de estilo livre sem querer. O cara do tênis, Luke, o tira de uma confusão e Moose acaba se envolvendo com os Piratas, grupo de street dance do qual Luke é líder. Para salvar o lugar que eles chamam de "Caixa Forte", Luke e os Piratas, com a ajuda de Moose e Natalie (uma garota misteriosa pela qual Luke se apaixona) vão tentar ao máximo ganhar um torneio e com o dinheiro salvar o seu lar. Na minha opinião é também um dos melhores filmes e a melhor dança (não, desta vez não é a dança final, apesar de ela ser bem legal também) é uma cena que achei no youtube como "Water Dance".


Os dois últimos filmes que mencionei focaram principalmente no street dance, deixando um pouco de lado os outros estilos de dança, mais ou menos, porque o street dance é uma mistura de estilos.
O quarto filme (Step Up Revolution ou Step Up 4: Miami Heart) vem com um ritmo mais diferente. Ele fala, entre outros ritmos, do street dance e da dança contemporânea, uma arte, acredito, ainda mal compreendida. Emily saiu da faculdade para tentar realizar seu sonho de entrar em uma das mais famosas companias de dança contemporânea, porém seu pai é totalmente contra essa ideia. Além disso, ela tem toda a técnica, porém lhe falta a emoção tão característica desse estilo de dança. De volta a Miami, Emily se envolve com Sean e resolve entrar no grupo de street dance que ele lidera, para ajudar na sua performance, porém ninguém pode saber quem ela é, pois seu pai quer destruir o bairro onde o grupo mora para construir um luxuoso hotel. Ao saber disso, "A Máfia", como chamam o grupo, para se simplesmente fazer flash-mobs para transformar sua arte em uma arte de protesto. Na verdade eu esperava mais desse filme (e o Moose só aparece bem no final), porém ele é legal e tem umas coreografias bem fascinantes. Uma coreografia bem legal eu achei no youtube como "Step Up Revolution - Dance Scene 4" que é quando eles invadem o escritório onde estão decidindo sobre a construção do hotel para protestar contra isso. E na dança final aparecem os Piratas, do terceiro filme!


Todos os filmes valem a pena assistir, principalmente se você é interessado nesse tipo de coisa. Se não for também, acho que assistindo a esses filmes é impossível não viajar um pouco e se imaginar dançando.




domingo, 28 de abril de 2013

Clichê


Perdoem-me por fugir do que usualmente postamos por aqui, mas senti necessidade de escrever isto. Ressalto que é clichê, portanto, se não gostar, apenas ignore, ok? Ok.

Você aí, sei que algo te incomoda. Seja um amor não correspondido, um problema familiar ou qualquer outra coisa. Como incomodam, não? E aquela esperança vai se esvaindo, esvaindo... E a desistência bate na sua porta.

Você vai mesmo dar atenção à ela? Não, não, não e não. Você já prestou a atenção em si mesmo hoje? Independente da sua idade, você com certeza já deve ter aguentado muita porrada. E olhe só: você está aqui, com a cabeça erguida. Quantos em seu lugar teriam dado lugar ao suicídio?  Você não tem ideia do quanto é forte! Você aí, que está gastando o seu tempo lendo isto, é incrível! Minto, incrível é um adjetivo que não chega aos pés do que você é. Portanto, nunca (nunca, ok?) desista. Nunca ache que não é bom o bastante ou que não irá conseguir. Mesmo que diga que a esperança se foi, ainda haverá 1 % habitando seu interior. Não se preocupe. Esse 1% irá te surpreender como nunca. Nada é em vão. Você vai superar todo e qualquer sofrimento que te consome de um jeito que nem imagina. Isso eu tenho certeza.

Beijos!

sábado, 13 de abril de 2013

Atashinchi No Danshi

Provavelmente devem estar me xingando por postar tanto coisa japonesa e talz, mas não posso evitar, estou tentando voltar as minhas origens. Enfim, o seriado da vez é o Atashinchi No Danshi, que eu acredito que a tradução literal seja Os Garotos da Minha Casa. Não se assustem antecipadamente por favor, não pensem besteiras.


Na verdade faz tempo que assisti esse dorama e nem achei tão impressionante, mas nele está minha adorável Horikita Maki, então não podia deixá-lo de fora. Nessa história Chisato é uma sem-teto e está sendo procurada por cobradores, pois seu pai deixou uma dívida milionária em seu nome. Numa de suas fugas ela se depara com Okura Shinzo, o dono de uma empresa de brinquedos que tem pouco tempo de vida.


Numa proposta inusitada, Shinzo pede Chisato em casamento em troca de pagar a dívida de seu pai, pois seu tempo está acabando e ele não quer passá-lo sozinho, além de nunca ter se casado. Ela aceita e, após a sua morte, vai morar em Trick Heart Castle e cuidar dos 6 filhos de Shinzo (todos adotados). Caso ela não cumpra tudo o que está no contrato deverá pagar o valor da dívida quitado por Shinzo imediatamente.


No começo a história caminha devagar, mas pouco a pouco ela vai te envolvendo e quando vê já está apaixonada por todos os personagens e por suas histórias e mistérios. É um dorama divertido e com uma surpresa no final. Apesar de não ser o melhor que já vi, vale a pena dar uma conferida nesse seriado.

sábado, 6 de abril de 2013

Juno - Soundtrack

Lembram em janeiro, quando postei um pouco sobre anti-folk e falei sobre dois filmes que possuíam músicas do gênero na trilha sonora? Então, vou aproveitar hoje para postar a soundtrack do filme Juno, uma das minhas favoritas.

Bom, antes de listar as músicas, vou falar um pouco sobre o filme, né? Não adianta nada eu falar mil maravilhas da soundtrack e vocês não terem ideia de que filme estou falando (mesmo eu crendo que a maioria de vocês já tenham ouvido falar algo sobre).

O filme basicamente conta a história de Juno que engravida aos 16 anos do seu amigo Paulie Bleeker. No começo ela pensa em abortar, mas posteriormente busca casais para a doação do futuro bebê. E nessa procura, encontra Vanessa e Mark, o casal disposto para adotar.

É nesse enredo que ouvimos a voz de Kimya Dawson e sua banda The Moldy Peaches e até mesmo um cover dos protagonistas cantando e tocando "Anyone Else But You". E ainda ouvimos clássicos, como o Sonic Youth, Velvet Underground e Kinks.

Ok, chega de falação. Aqui vai a lista completa das músicas:

  1. Barry Louis Polisar – All I Want Is You
  2. Kimya Dawson – My Rollercoaster
  3. The Kinks – A Well Respected Man
  4. Buddy Holly – (Ummm, Oh Yeah) Dearest
  5. Mateo Messina – Up the Spout
  6. Kimya Dawson – Tire Swing (a minha preferida) 
  7. Belle & Sebastian – Piazza, New York Catcher
  8. Kimya Dawson – Loose Lips
  9. Sonic Youth – Superstar
  10. Kimya Dawson – Sleep
  11. Belle & Sebastian – Expectations
  12. Mott the Hoople – All the Young Dudes
  13. Kimya Dawson – So Nice So Smart
  14. Cat Power – Sea of Love
  15. Kimya Dawson and Antsy Pants – Tree Hugger
  16. The Velvet Underground – I'm Sticking with You
  17. The Moldy Peaches – Anyone Else but You
  18. Antsy Pants – Vampire
  19. Michael Cera and Ellen Page – Anyone Else but You
Ah, cara, depois disso fiquei gostando ainda mais dessa trilha sonora xD

Não esqueça de comentar se gostou ou já conhece alguma dessas músicas. É tão bom compartilhar gostos musicais :') 

Abraços, amigos! 

[Emilie]

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Resenha - Anjo da Morte

Esse é um dos poucos livros nacionais que li e acredito que tenha sido o melhor. É provavelmente a quarta vez que releio este livro e não me canso dele. Agora o objetivo é ler os outros livros da série!

Nome: O Anjo da Morte
Série: Os Karas
Autor: Pedro Bandeira
Editora: Moderna
Sinopse: Os Karas, os cinco adolescentes de A Droga da Obediência, envolvem-se na investigação do assassinato de um grande ator de teatro. Mal sabiam eles que teriam de enfrentar o Anjo da Morte, um ex-oficial nazista culpado do massacre de milhares de pessoas em um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Mais uma história de grande suspense de Pedro Bandeira, que surpreenderá qualquer leitor.

Um antigo sobrevivente de um campo de concentração, Solomon Friedman, que conseguiu se refugiar no Brasil como ator é assassinado e a única pista que a polícia tem é um papel amassado com ameaças e a história do passado do velho Sol. Sol era o professor de teatro de Calu, um dos karas, que estava presente no dia do seu assassinato junto com Magrí.

Para descobrir o assassino do seu querido professor, Calu e os karas, Miguel, Crânio, Chumbinho e Magrí vão atrás do Anjo da Morte, o carrasco do campo de concentração de Sobibor do qual Solomon e outros dois amigos conseguiram escapar. Porém, essa investigação vai além de um simples assassinato, e eles se vêem dentro de uma conspiração para a implantação do IV Reich.
Uma história totalmente envolvente com um final surpreendente, é um livro que te faz pensar na realidade do Brasil. É difícil fazer uma resenha desse livro sem entregar muito a história, por isso a resenha está pequena, mas é um livro que vale a pena ler.